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Saudades da Dona Ritinha

Posted by Marcelo Dutra em quinta-feira, 5 abril 2007

Dona Ritinha (Não é a Ritinha blogueira), viúva do Dr. Gentil, foi nossa quase vizinha em Areia Branca. Mãe de uma família enorme, eram muito amigos dos meus pais, e nós tínhamos amizade com os filhos dela. Saíram de Areia Branca antes de nós, acredito que na década de 1960, e a partir daí praticamente não tivemos mais contato. Eles foram morar em Natal e depois nós fomos para Fortaleza. Após todos esses anos, no ano passado aproveitamos a presença de meus pais e alguns irmãos aqui em Natal e resolvemos fazer uma visita a ela. Esta visita foi ótima, pois tivemos a oportunidade de rever quase toda a família. Passamos uma tarde muito agradável na companhia deles, rememorando os velhos tempos e atualizando as informações. Dona Ritinha, com mais de 90 anos, estava adoentada mas ainda parecia forte.
Soube hoje que ela deixou este mundo em definitivo há uns quinze dias atrás. Apesar do breve contato que mantivemos meu coração encheu-se de um vazio indescritível. Fiquei a lembrar deste último e único encontro, tão fraternal, tão alegre, e é essa imagem que fai ficar.
Siga seu caminho em paz, dona Ritinha. Com certeza seus filhos continuarão sua jornada. Sua existência não foi em vão.
Abraços…Marcelo

3 Respostas to “Saudades da Dona Ritinha”

  1. Anonymous said

    Marcelo e Edna,
    me mande seu email urgente, tenho uma surpresa prá vocês em Buenos Aires. Essa viagem vai ser ótima
    beijo da Ritinha

  2. Anonymous said

    Oi Marcelo,

    Estive com D.Ritinha acho quem em 1.990, numa das viagens que fiz a Natal com Diva e os meninos. Fomos até a casa dela com Tio Antonio e lembro que também foi bem agradável e tivemos a oprtunidade de ver os filhos dela, acho que Antonio José, Junior, Haroldo e Fatima.
    Era uma mulher extraordinária, sempre muito tranquila e lutadora mesmo em momentos difíceis quando teve que sustentar a família após a morte de Dr. Gentil, ou quando do envolvimento de Evangelina no movimento estudantil quando foi presa.
    Ela sem dúvida está num lugar bem especial no céu.

    Marconi

  3. cas said

    Marcelo, circulei pelo blog para achar uma boa porta de entrada. Uma porta que trouxesse algum tipo de identificação. Essa homenagem que você presta a D. Ritinha não podia ser mais apropriada. Tenho agradabilíssimas recordações da família do saudoso Dr. Gentil. Fui amigo de muitos dos seus filhos, a começar pela Izolda (acho que o Marconi estava se referindo a ela, quando mencionou o envolvimento de Evangelina com o movimento estudantil). Izolda era minha grande rival na escola de D. Chiquita do Carmo. D. Alice Carvalho era nossa professora. Com o perdão pela falta de modéstia, devo dizer que ao final de cada mês era uma ansiedade danada para saber quem tinha tirado as melhores notas. Ora Izolda ficava na frente, ora eu tirava notas melhores. Ninguém nos ultrapassava. Isso deixava Seu Clodomiro e D. Albertina cheios de orgulho e certamente que Dr. Gentil e D. Ritinha também tinham mais do que motivos para se orgulharem da filha inteligente e aplicada.

    Nos anos 70 Izolda foi presa em frente à ETFERN. Soube depois que ela tinha conseguido asilo político em algum país da América do Sul, parece que no Chile.
    Fui muito amigo do Axel e do Chico Zé. Aroldo e Júnior eram muito amigos do meu irmão, Clécio.

    Quando estive no Rio, fazendo meu curso de física na PUC, visitei o Axel, em companhia de Chico Novo (Chico Avelino, filho de Chico Avelino). Ele morava, huuum, não lembro o nome do bairro, na zona norte do Rio. Lembro que depois do almoço sentamos numa varanda e devoramos uma bacia enorme de laranjas. Por que diabos aquela imagem ficou marcada em minha memória?
    Saudades, saudades . . .
    Saudade / Palavra triste / Quando se perde / Um grande amor / Na estrada longa da vida / Eu vou chorando / A minha dor . . .

    Não, não é desse gênero musical que eu gosto, nem é este sentimento que me domina o espírito. Mencionei o trecho da música simplesmente porque era uma das que inundava as ruas nas manhãs areia-branquenses dos anos 60.

    Abraços de Carlos Alberto.
    Post Scriptum: no meu blog http://papodebotequim.wordpress.com/, com a palavra-chave “Areia Branca” você encontra outros textos sobre a terrinha.

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